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quarta-feira, 23 de julho de 2014

AUTORES BAIANOS PROMOVEM EVENTO EM HOMENAGEM AO DIA NACIONAL DO ESCRITOR

Morgana Gazel

 No dia 25 de julho – Dia Nacional do Escritor – às 19 horas, os escritores Carlos Ribeiro, da Academia de Letras da Bahia; Nadja Nunes, presidente do Conselho editorial da Editora da Universidade do Estado da Bahia-EDUNEB e Morgana Gazel, da União Brasileira de Escritores – UBE participam do seminário “O Poder de Transformação da Literatura”, que será realizado na livraria Saraiva do Salvador Shopping. O evento, que homenageia os artistas da palavra pelo seu dia, será mediado pelo jornalista Carlos Souza Yeshua. Ao final da mesa-redonda Morgana autografa a 3º edição do livro Enseada do Segredo.

A finalidade do encontro é mostrar como a leitura de gêneros literários, a exemplo de romances, poemas e contos são capazes de provocar nos leitores mudanças inimagináveis. “A leitura é um ‘santo remédio’, sobretudo para curar os males da alma. E pensando nesta premissa que queremos apresentar a leitura a partir de novas perspectivas”, explica Carlos Souza, o mediador da mesa.  Este tema “O Poder de Transformação da Literatura”, que já foi apresentado em outros espaços, nasceu a partir de diálogos entre Carlos Souza, o escritor Mayrant Gallo e a psicóloga Morgana Gazel, que utiliza a indicação de leitura como forma de aliviar traumas e dores de pacientes que buscam melhor qualidade de vida e entendimento do mundo em sua volta e de si mesmo. 

Em sua fala, a escritora vai mostrar porque é tão eficaz a autotransformação através da literatura. “Nos últimos dez anos de minha atuação como psicóloga clínica, observei que realmente algumas histórias fictícias produzem efeitos positivos na conduta humana. E descobri o método que é necessário para que de fato haja estes efeitos”.  Em seu trabalho, a psicóloga costuma utilizar os contos de fada e populares, onde os dramas humanos são representados simbolicamente. Já os romances, ela aproveita apenas aqueles que tratam dos dramas humanos de forma honesta e aprofundada.

Dia Nacional do Escritor - O dia 25 de julho é um dia dedicado a homenagear o escritor brasileiro. O surgimento da data se deu a partir da década de 60, através de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, quando realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores - UBE, do Rio de Janeiro a que os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente.
Palestrantes – Carlos Ribeiro é jornalista, ficcionista e doutor em literatura pela Universidade Federal da Bahia, é autor dos livros: Já vai Longe o Tempo das Baleias, O Homem e o Labirinto, O Chamado da Noite, O Visitante Noturno, Caçador de Ventos e Melancolias: um estudo da lírica nas crônicas de Rubem Braga, Abismo, Lunaris, À luz das narrativas: escritos sobre obras e autores e Contos de sexta-feira, dentre outros. É membro da Academia de Letras da Bahia e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB/Cachoeira.

Morgana Gazel - É psicóloga e escritora. Após vários anos de prática como psicóloga, percebendo que era a literatura que verdadeiramente a atraía, começou a se dedicar diligentemente à escrita de romances e, em horas vagas, de poemas e contos. Em seus textos retrata os dramas humanos considerando a subjetividade inserida no meio familiar, social e cultural.  Publicou o romance, Enseada do Segredo, já na 3º edição e Liberdade Negada. É membro da Rede de Escritoras Brasileira - REBRA da e da União Brasileira de Escritores - UBE.

Nadja Nunes é Mestre em Educação, Especialista em Direito Constitucional da Criança e do Adolescente, em Currículo e Metodologia do Ensino Superior. Graduada em Letras Vernáculas e Pedagogia. Como professora universitária, verticalizou o seu conhecimento nas áreas de aquisição da linguagem, leitura, formação de leitores e produção científica. Entre seus livros estão: A menina que tinha medo de vento, publicado em 2010 pelo selo Contexto & Arte, A menina do dente mole também publicado no mesmo selo em 2011 e tem sido adotado em consultórios de odontopediatras no Brasil, além das bibliotecas escolares. Em 2012 publicou Isa Isa Isabela pela DELUXIII Criações Editoriais.
Carlos Souza Yeshua/Morgana Gazel
Serviço:
O que: Seminário O Poder de Transformação da Literatura – Dia Nacional o Escritor
Onde: Livraria Saraiva do Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915 – Caminho das Árvores.
Quando: Dia 25 de julho (sexta-feira), às 19h.
Entrada: Gratuita

Informações: (71) 8122-7231 

Fonte: Blog de Cymar Gaivota

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dia do Escritor comemorado com bate papo em Salvador




Com apresentação de Valdeck Almeida de Jesus e Renata Rimet, acontece no dia 25 de julho de 2014, das 14 às 17 horas, no Centro Cultural Plataforma, na Praça São Brás, em Plataforma, o 3º Bate Papo com Escritores, em comemoração ao Dia Nacional do Escritor e destacar a importância dos escritores na formação leitora de crianças e adolescentes. O evento tem a participação especial dos escritores Antonio Cedraz, Lucas Yuri (escritor mirim) e Conceição Castro.

Homenagem Especial - a 3ª edição do Bate Papo com Escritores prestará homenagem ao escritor Antonio Cedraz através de exposição de suas obras e trajetória no Foyer do Teatro.

Anualmente promovido pelo SOFIA Centro de Estudos, através de sua Biblioteca Comunitária Paulo Freire (EMredando), nesta 3ª edição tem parceria com a Biblioteca Parque São Bartolomeu (EMRedando), o Centro Cultural Plataforma, Grupo Herdeiros de Angola, Projeto Fala Escritor, Chá Cultural e a Rede TOKliterário.

Maria da Conceição Braga de Castro - Baiana, nascida em Salvador é graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia, escritora e poeta, membro da Academia de Cultura da Bahia. Publicou os seus trabalhos no site “texto livre” e publica atualmente no “Recanto das letras” e em redes sociais. Participou de duas antologias, sendo uma resultante de concurso literário de crônicas, de âmbito internacional, para homenagear o escritor Jorge Amado, elaborado pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus e lançada na Bienal de livros de São Paulo, por ocasião do centenário do renomado escritor. Seus poemas também foram utilizados em projeto escolar de incentivo á poesia na escola Padre Heraload Cordeiro de Barros nos Estados de Pernambuco, iniciativa da educadora e poetisa Ângela Lucena. Além disso, tem também publicado suas crônicas na Tribuna da Bahia, jornal de grande circulação na capital baiana.

Lucas Yuri Bispo Pinto - baiano, natural de Salvador, nasceu aos 30.01.2002, É Membro da Academia de Letras do Brasil-Seccional Suíça, cursa o 7º ano do Ensino Fundamental. Como todas as crianças, Lucas Yuri gosta estudar, brincar, ler, contar piadas, contar histórias, cantar, dançar, tocar teclado e escrever. Dos 08 livros escritos por Lucas Yuri, apenas 04 já foram publicados: A Aranha Vaidosa, 2011; O menino que achava que o planeta Terra era todo dele, 2012; A menina que queria ser uma artista completa, 2012.
Quindim o Gato Raivoso, 2013; Participação na Antologia Poética Sensações do Facebook, com 03 poemas, 2013.

Antônio Luiz Ramos Cedraz, mais conhecido por “Cedraz”, nasceu em 04 de maio de 1945 na fazenda Pau Ferro, município de Miguel Calmon e cresceu em Jacobina, onde se formou professor e começou a fazer desenhos e histórias em quadrinhos. Com 16 anos (mais ou menos) ele viu um rapaz desenhando e pegou papel e lápis e fez um desenho. Mostrou ao rapaz (Uilson Morais) e ele começou a incentivar não parando mais. O professor foi apenas porque em Jacobina, naquela época, era o curso mais avançado que existia. Depois, foi ser bancário e mudou-se para Salvador, pois queria continuar os estudos e fazer curso superior. Como já era casado e trabalhava no banco o dia inteiro, não podia concluir os estudos e só cursou por dois anos o curso de Artes Plásticas na UFBA”. Cedraz é um dos mais importantes quadrinhistas da Bahia, principalmente na área do quadrinho infantil, gênero que alcançou o auge das historietas cômicas nas séries Lúbio, Zé Bola, Joinha, Ana, Pipoca e agora Xaxado. Durante muitos anos Cedraz vem publicando seus trabalhos na Bahia, em outros estados e até fora do país. Ele está no mercado há mais de 40 anos, sempre batalhando, lutando para abrir espaço para os quadrinhos nacionais, mas com muita humildade. Nunca desistiu da luta, mesmo que batalhasse com dificuldades e enfrentando o todo poderoso sindicato norte americano.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Bahia na Feira do Livro de Miami

Valdeck Almeida de Jesus, escritor baiano, tem livro selecionado para a 27ª Feira Internacional do Livro de Miami, que acontece de 13 a 20 de novembro de 2011.
 Valdeck Almeida de Jesus - foto: Anderson Mercês

A Bahia terá este escritor numa das maiores feiras do livro do mundo. O livro “Yes, I am gay. So, what? – Alice in Wonderland” (Sim, sou gay, e daí? – Alice no País das Maravilhas) foi incluído no catálogo pela editora iUniverse, de Nova York e vai ficar exposto na Galeria do Autor, na Seção B, Box 263 e 259 de acordo com Valdeck, obra é um romance LGBT que conta a história de um homossexual masculino cujo nome fictício é “Alice”, gíria gay para pessoas ingênuas. Em busca do amor de sua vida, a personagem vive aventuras e desventuras no chamado Mundo Gay.

Valdeck Almeida tem mais outros dois títulos em inglês: “Heartache Poems” (poesias) e “Memories from Brazilian Hell”. Este último é um romance que conta a história do próprio autor e sua família, no sertão jequieense, entre os anos 60 e 90, relatando fome e misérias de toda sorte. Para a editora, o título escolhido para a exposição pode causar um impacto e atenção às outras obras de Valdeck Almeida de Jesus.

Além dos títulos em inglês, Valdeck Almeida de Jesus, que também é jornalista, publicou outros doze livros e participa de sessenta e seis antologias, além de cordéis. O poeta é membro da Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia e Academia de Letras de Teófilo Otoni, Fala Escritor e de vários movimentos literários brasileiros. A partir de 2005 ele patrocina um prêmio literário internacional que já publicou quase mil novos autores de Portugal, Angola, Moçambique, Estados Unidos, Venezuela, França, Argentina, Brasil, Macau e outras nacionalidades.

Informações
Feira de Miami: www.miamibookfair.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entrevista: escritor Roberto Leal fala sobre o mercado editorial na Bahia

Entrevista: escritor Roberto Leal fala sobre o mercado editorial na Bahia

Leal fala sobre as dificuldades vividas pelos autores baianos, dá dicas aos jovens escritores e sugere lei estadual que pressione as grandes livrarias

Por: Lívia Rangel (livia.rangel@rebahia.com.br)


Nesta segunda-feira, dia 25 de julho, o Brasil está comemorando o Dia Nacional do Escritor e para saber como anda o mercado literário no Estado, o Portal iBahia entrevistou, hoje, à tarde, o escritor Roberto Leal, autor de "Cárcere de Poemas", que também vem atuando como editor da revista Òmnira, vice coordenador da UBE - União Brasileira de Escritores / BA e presidente da Fundação Ómnira.

Na entrevista, Leal fala sobre as dificuldades encontradas pelos autores baianos, dá dicas aos jovens escritores, sugere lei estadual que pressione as grandes livrarias a comercializarem obras de escritores locais, e destaca o possível fechamento da LDM, uma das poucas livrarias que prestigiam os novos talentos. O entrevistado revela ainda que está aguardando a chegada da Livraria do Escritor Baiano, um projeto da dramaturga Aninha Franco.

Confira!

iBahia - Na sua opinião, como anda o mercado editorial baiano?

O mercado editorial segue o caminho que lhe é oferecido pelo sistema, evoluindo através dos editais públicos, dos muitos prêmios literários e da escassez de recursos para tantas promessas de letras, principalmente, na Bahia onde cresce muito a produção literária sem publicação.
iBahia - Com a chegada em Salvador das grandes livrarias como a Cultura e a Saraiva, de que maneira o escritor baiano pode ser mais prestigiado?

Algumas livrarias ou todas no nosso Estado, deveriam ter um espaço direcionado para obras de escritores baianos, mesmo que em consignação e com uma margem de lucro que não ofendesse muito a demanda do escritor baiano, isso deveria ser lei estadual...

iBahia - Qual o maior obstáculo para o jovem escritor baiano?

Conseguir publicar... Hoje, os escritores emergentes na Bahia, só têm três opções para exercer a publicação dos seus originais: a primeira é a participação nos editais do Estado (FPC/Secretaria de Cultura), segunda a participação em prêmios que oferecem a publicação como estímulo, e a terceira em uma publicação independente, fazendo investimento particular, tirando dinheiro do próprio bolso para custear a sua publicação. Do contrário jamais tirará seus originais da gaveta.

iBahia - Com o advento dos editais de Cultura do Governo do Estado houve uma maior dinamização no acesso ao financiamento de bens culturais, ou estou errada? Como você enxerga a política dos editais?

A politica dos editais em si é muito burocrática o que dificulta a participação de uma camada maior de novos talentos, mas não deixa de ser uma porta aberta que precisa somente ser mais apurada, buscando dar facilidade de participação, chance maior de publicação.



Roberto Leal organizou a coletânea "Poemas e Contos Para Todos os Cantos" de vários autores

iBahia - Quais os melhores programas para o jovem escritor baiano inscrever seus originais? E quem segue uma linha independente, qual o melhor caminho para publicar e distribuir sua obra?
 
Começando de trás para frente...Distribuição não existe para o escritor novo, o que existe na realidade é uma vendagem boca a boca e uma procura por não deixar os livros empacotados. O autor para distribuir sua obra, primeiro ele precisa trabalhar uma divulgação desse seu trabalho, desse seu nome... Não vai adiantar o escritor lançar um livro, sem que isso seja divulgado, sem que esse escritor não tenha trabalhado o seu nome, do contrário estará condenado a vender livro para os amigos parentes, colegas da faculdade e vizinhos...

Programas oferecidos pela Secretaria de Cultura, através da Fundação Pedro Calmon, do próprio Fundo de Cultura, Prêmios como o Braskem, como o da Academia de Letras da Bahia, o Petrobras e outros mais, dão uma oportunidade mínima e escassa a produção literária da Bahia. Para quem tem recursos ou um patrocinador, o melhor é construir a sua publicação de forma independente, para isso procurando incorporar a ela um Selo Editorial, para que seja bem recebido quando for apresentar esse trabalho em qualquer livraria ou banca de vendagem. Ou, do contrário, poderá participar das coletâneas e antologias cooperativadas, que em Salvador são trabalhadas por diversas entidades e, só para lembrar, cito duas em evidência: o CEPA e o Selo Editorial Òmnira.

iBahia - Poderia citar as editoras e livrarias baianas que abrem portas para novos talentos?

Essa é a maior dificuldade, quando se fala em abrir portas, se fala em investir dinheiro e ninguém quer investir em escritor emergente, em algo sem retorno certo para o investidor na visão dele. Como em livrarias só vendem livro, algumas - disse algumas -, dedica um espaço para o autor da terra vender os seus livros, uma delas é a LDM (que está com o prazo para fechar as portas em 60 dias), a Cultura e a Saraiva e esperamos pela Livraria do Escritor Baiano que é projeto da dramaturga Aninha Franco e que será instalada no Teatro XVIII.